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Dez por cento de analfabetos em Portugal |
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Educare ( 22-10-2002 )
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Dez
em cada 100 portugueses são analfabetos e apenas um terço completou o 1.º
ciclo do Ensino Básico. Os resultados do Censos 2001 revelam também que são as
regiões do Sul do País que registam a maior taxa de analfabetismo.
Embora a taxa de analfabetismo tenha diminuído ligeiramente desde o último
censos (1991), actualmente, 9 em cada 100 portugueses, com 10 anos ou mais,
não sabem ler nem escrever, conforme os resultados definitivos do Censos 2001.
O sexo feminino continua a ser o mais penalizado, enquanto que, a nível
geográfico, os distritos do Sul do País são os que registam uma maior taxa de
analfabetismo.
Se em 1991, os números do analfabetismo em Portugal se fixavam nos 11%,
passados dez anos, a percentagem baixou 1%. Apesar de registar uma melhoria, o
Alentejo continua a ser a região com o maior número de pessoas sem saber ler e
escrever (15,9%), seguido da Região Autónoma da Madeira (12,7%). Em 1991, 20
em cada 100 alentejanos não sabiam ler nem escrever, o mesmo acontecendo com
15 em cada 100 madeirenses.
Pelo contrário, Lisboa é a região com menor taxa de analfabetismo (5,7%) e
também aquela em que se verificou uma menor oscilação relativamente aos
últimos censos.
Tal como em 1991, as mulheres continuam a registar a maior taxa de
analfabetismo em todas as regiões do País, com especial incidência no
Alentejo, na Madeira e na Zona Centro. Há uma década, 7,7% dos homens
residentes em Portugal não sabiam ler nem escrever, sendo que nas mulheres a
taxa quase duplicava, fixando-se nos 14,1%. A proporção entre os sexos
mantém-se no último recenseamento, ainda que os números tenham baixado: 6,3 %
dos homens e 11,5% das mulheres são analfabetos.
Um terço dos portugueses completaram o 1.º ciclo
Relativamente aos números da escolaridade, o Censos 2001 revela que pouco mais
de um terço dos portugueses (37,8%) concluíram o 1.º ciclo do Ensino Básico e
18,8% terminou os 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. Quanto ao Ensino
Secundário, apenas 15 em cada 100 portugueses o completaram. Já no Ensino
Superior, os dados do inquérito concluem que, em dez anos, Portugal duplicou a
proporção da população com este nível de instrução.
Assim, em 2001, 8,6% da população portuguesa com 21 anos ou mais tinham
completado o Ensino Superior, contra apenas 4% em 1991.
Treze em cada 100 portugueses com o Ensino Superior fez um curso na área do
Comércio e Administração, 12,8% escolheram a Saúde, 12,1% frequentaram a área
da Formação de Professores e de Ciências da Educação e 12% optou por Letras e
Ciências Religiosas.
O Censos 2001 conclui ainda que a maior parte das mulheres com Ensino Superior
completou cursos na área da Formação de Professores e Ciências da Educação,
dados que vêm confirmar a feminização da profissão de docente.
As mulheres estão também em maior número nos cursos de Saúde, Letras e
Ciências Religiosas, Artes, Ciências Sociais e de Comportamento, Jornalismo e
Informação, Ciências da Vida, Ciências Físicas, Matemática e Estatística,
Serviços Sociais e Protecção do Ambiente.