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Aprovados Estatuto do Aluno e Regime Jurídico do Superior

Educare ( 18-10-2002 )

 
 
Apesar das críticas, tanto o Estatuto do Aluno como o Regime Jurídico do Ensino Superior foram ontem aprovados na Assembleia da República.




Foram ontem aprovados pela maioria PSD/CDS-PP o Estatuto do Aluno e o diploma final do Regime Jurídico do Desenvolvimento e da Qualidade do Ensino Superior, dois documentos que suscitaram críticas da Oposição e dos parceiros sociais.

Quando, em Julho deste ano, o novo Estatuto do Aluno - a primeira promessa do ministro da Educação, David Justino - foi apresentado no Parlamento, choveram as críticas e dúvidas quanto ao carácter punitivo do estatuto. O documento inclui um código de conduta, com direitos e deveres, e estabelece um regime de assiduidade e um regime disciplinar.

Apesar das reclamações da Oposição e dos parceiros sociais, o Estatuto do Aluno foi ontem aprovado, com os votos contra do PCP e do Bloco de Esquerda e abstenção do PS. Recorde-se que, na fase de discussão, a Federação Nacional de Professores e a Confederação Nacional de Associações de Pais rejeitaram o documento, enquanto que a Federação Nacional de Sindicatos da Educação, apesar de concordar globalmente com o documento, manifestou-se contra a possibilidade de retenção dos alunos por excesso de faltas, durante a escolaridade obrigatória.

Na sua intervenção na Assembleia da República, David Justino argumentou que o Estatuto do Aluno tem uma nova filosofia, uma nova estrutura, novas soluções e uma maneira diferente de entender a escola e as responsabilidades que cabem a cada um dos agentes educativos.

Novo regime jurídico para o Ensino Superior
Também ontem foi aprovado o Regime Jurídico do Desenvolvimento e da Qualidade do Ensino Superior, com os votos do PSD/CDS-PP. PCP, BE e PS votaram contra o diploma, que prevê a possibilidade de encerramento, suspensão ou fusão de cursos do Ensino Superior público (universitário ou politécnico), em função de requisitos de qualidade, a criação de um Conselho Nacional do Ensino Superior e a possibilidade de reconhecimento do interesse público de cursos do particular e cooperativo.

À semelhança do que aconteceu com o Estatuto do Aluno, também o novo Regime Jurídico para o superior foi reprovado por sindicatos, universidades públicas e privadas e institutos politécnicos.
 

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