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N.º 1, 10 de Novembro de 2006 |
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O número de hoje destaca quatro textos publicados em Outubro na imprensa portuguesa que Vale a pena ler. O primeiro aborda a questão dos "rankings" das escolas, os restantes centram-se na (ausência de) liberdade de escolha da escola pelos pais e equacionam um reposicionamento do papel do Estado na Educação. Poderá ler os textos completos clicando nos títulos dos textos. Ao escrever sobre os rankings das escolas Fernando Adão da Fonseca, presidente do Fórum para a Liberdade de Educação, questiona-se sobre O que mudou desde as primeiras listas ordenadas (Público, 21 de Outubro de 2006), para concluir que estas listas espelham a incapacidade do sistema em reagir e evoluir, principalmente devido à falta de autonomia das escolas e à ausência de liberdade de escolha da escola. No artigo O Mal da Educação (Público, 8 de Outubro de 2006), Vasco Pulido Valente, a propósito da manifestação de professores realizada no passado dia 5 de Outubro critica o modelo obsoleto seguido pelo sistema educativo português, alicerçado na “escola única, gratuita e obrigatória, instituída e comandada pelo Estado”, e apela a um papel fiscalizador e regulador por parte do Estado. O Fórum para a Liberdade de Educação tem vindo a pugnar por um sistema educativo que, mantendo embora a ensino gratuito e obrigatório, permita aos pais e aos jovens escolher a escola da sua preferência, sem prejuízo de ser dada prioridade aos alunos das vizinhanças das escolas, e reserve para o Estado o papel de garante da liberdade e igualdade de oportunidades do sistema, incluindo através da criação de uma agência independente do Ministério da Educação responsável pela avaliação das escolas e pela criação de mecanismos de apoio diferenciado às escolas que lidam com públicos-alvo com maiores dificuldades. Ao escrever sobre a Educação, A melhor chave para mudar a sociedade (Jornal de Negócios, 12 de Outubro de 2006), Rui Pedro Batista identifica os entraves à liberdade de educação do actual sistema de ensino, responsáveis por muitos dos seus maus resultados, e aponta pistas para uma mudança urgente. Finalmente, em Entrevista ao Público e à Rádio Renascença (Público, 16 de Outubro de 2006), o ex-ministro da educação Eduardo Marçal Grilo lamenta os poucos avanços na autonomia e gestão escolas, identificando, entre outros, o desejo de, no médio prazo, serem as escolas a contratar os professores. Mais significativa ainda, é a defesa do serviço público prestado por qualquer escola, estatal ou privada, e a defesa do desaparecimento da distinção entre ambas. A este propósito vale a pena reler o Quês e Porquês n.º 6 sobre O que deve ser a "Rede de serviço público de educação". |